“Eu vi que está tendo um ajuste fiscal difícil para todas as áreas do governo e vamos tentar arrumar isso no ano que vem por outros caminhos e possibilidades. Lutamos para isso não acontecer, mas realmente não foi possível. Nós tivemos cortes em vários ministérios e o da Cultura foi um deles. Tivemos que ter o ajuste fiscal e o governo priorizou outras áreas. Foi uma pena, mas a gente vai tentar melhorar”, disse.
A ministra comentou ainda as negociações que os ministérios da Cultura e do Planejamento estão desenvolvendo para atender às reivindicações de mudanças salariais e de plano de cargos dos servidores.
“Vamos começar a analisar os pedidos para ter uma contraproposta a partir do que veio, sentar em uma mesa e ver como caminhamos. Mas acho que abrimos um diálogo. São muitos anos dessa situação. Acho que o momento de sentar e negociar seriamente chegou. E aonde vamos chegar vai depender das circunstâncias da economia e das possibilidades. Eu entendi perfeitamente as reivindicações”, declarou.
Marta Suplicy informou que as reivindicações estão em uma carta entregue a ela por um grupo dos servidores do setor. “São vários projetos que já se encontram no [Ministério do] Planejamento. Há muito tempo pedindo uma reavaliação dos planos de carreira e etc. Então agora temos que sentar e ver o que é possível fazer. Recebi o documento, mas não é muito diferente do que já vínhamos conversando. Agora eles têm que se debruçar sobre os pontos e analisar para ver aonde vamos poder chegar e fazer uma mesa de negociação”, disse.
Edição: Aécio Amado
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