sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Raízes cursos · Sede para Sinfônica e Festival de Paulínia foram destaques na cultura


Orquestra de Campinas ganhou galpão e festival de cinema recomeçou.
Veja retrospectiva do G1 sobre a situação dos espaços culturais na região.



Theatro Municipal foi palco de abertura do Festival
de Cinema (Foto: Vanderlei Duarte / EPTV)

A entrega de uma sede para a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) depois de 20 meses sem local adequado para ensaios, após o fechamento do Centro de Convivência, foi um dos destaques de cultura na região de Campinas neste ano. A retomada do polo cinematográfico de Paulínia, com a versão enxuta do 5º Paulínia Film Festival, também teve repercussão no meio artístico.

No entanto, a burocracia prevaleceu nos trâmites para a reabertura do teatro do Centro de Convivência, interditado em dezembro de 2011 por conta da precariedade. O processo para a reforma do espaço se arrasta e as licitações previstas para este ano não ocorreram.

Apesar disso, as atividades culturais ainda ganharam novo fôlego com a reinauguração da Concha Acústica na Lagoa do Taquaral, a abertura de um teatro privado em um shopping de Campinas e a ocupação de espaços públicos por intervenções artísticas.

Abrigada no Galpão
Depois de 20 meses sem ter uma sede fixa para os ensaios, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas passou a ocupar o Galpão de Lemos, barracão construído em 1872 e localizado na Estação Cultura, no dia 15 de agosto. Na ocasião, o secretário de Cultura, Ney Carrasco, afirmou que foi uma "saída emergencial" para o problema da falta de espaço para os músicos. As melhorias acústicas no espaço não foram realizadas, o que suscitou críticas pelos próprios integrantes da OSMC.
Galpão dos Lemos, nova sede da Orquestra Sinfônica (Foto: Luiz Granzotto / Prefeitura de Campinas)

Sem convivência
O processo para reabrir o teatro interno do Centro de Convivência que abrigava a Sinfônica caminhou a passos lentos neste ano. O espaço foi fechado em dezembro de 2011, por conta da precariedade estrutural que oferecia riscos aos frequentadores. O prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB) chegou a pedir aval ao departamento jurídico da Prefeitura para transformar o teatro em espaço compartilhado com a Secretaria de Educação, o que permitiria utilizar uma fatia do orçamento da pasta para viabilizar a reforma do local.
O teatro interno do Centro de Convivência está
fechado desde 2011 (Foto: Carlos Bassan / PMC)

O edital para a compra dos projetos de reforma estava previsto para ser divulgado em setembro, mas não foi concluído para publicação. Segundo a Prefeitura, o atraso ocorreu tendo em vista que o laudo apresentado em junho pela administração municipal foi insuficiente para a descrição técnica dos problemas. A estimativa de custo do plano, sem incluir a execução, pode chegar a R$ 700 mil. O secretário de Ney Carrasco justificou que a demora além do previsto foi em decorrência da burocracia e das novas análises técnicas necessárias.

Nova concha
Enquanto o Centro de Convivência permanece fechado e sem previsão para reabrir, outro espaço cultural da cidade passou por reformas em 2013 e foi reaberto ao público. O Auditório Beethoven, conhecido como Concha Acústica, na Lagoa do Taquaral permaneceu três meses em reforma e foi reinaugurado em 28 de abril. Foram feitas mudança na arquibancada, onde foi aplicado piso em granilite, além da implantação de rampas de acesso e da reestruturação da iluminação do ambiente, com gastos R$ 163 mil na área de dois mil metros quadrados.
Concha foi reformada no começo deste ano (Foto: Carlos Bassan / Prefeitura Municipal de Campinas)

Teatro em centro de compras
Com investimento de R$ 13 milhões, o Shopping Iguatemi Campinas inaugurou um teatro com capacidade para 515 pessoas no terceiro piso do centro de compras em 15 de março deste ano.O design interior do espaço foi desenvolvido com revestimentos em mármore e madeira carvalho, com plateia, piso superior e técnico. O teatro trouxe para a cidade peças com artistas renomados como Marcos Caruso, Matheus Solano, Eva Wilma e Ingrid Guimarães, entre outros.

Retorno do cinema em Paulínia
Com um ano sem investimento audiovisual, a reativação do polo cinematográfico de Paulínia foi marcada pela abertura da versão enxuta do 5º Paulínia Film Festival, em 11 de dezembro. Os produtores, diretores, atores, políticos e fãs da sétima arte lotaram o Theatro Municipal Paulo Gracindo na retomada que custou R$ 3,5 milhões aos cofres públicos, segundo o prefeito Edson Moura Júnior.

O longa-metragem "Confia em Mim", de Michel Tikhomiroff, abriu a programação do festival e o reinício das atividades no polo, que permanecia praticamente parado. Com investimentos de R$ 490 milhões, o polo cinematográfico foi a promessa da "Hollywood Brasileira". No entanto, as produções minguaram nos últimos anos. Em 2010, foram rodados 10 filmes, enquanto no ano passou, foram três produções.
Theatro Municipal Paulo Gracindo na abertura do V Paulínia Film Festival (Foto: Vanderlei Duarte / EPTV)


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