Exposição recompõe o cenário cultural de 1964. E mais: filme de Daniel Ribeiro; livro sobre a safra musical de 1973; e uma alerta às crianças sobre a dura tarefa de... salvar o planeta
FRANCISCO ALBUQUERQUE/IMS
Campanha da Kombi, uma das cenas do ano do golpe
Que filmes estavam em cartaz em 1964? Que livros foram lançados? E os discos? Quantas músicas foram proibidas pela censura na década de 1960? A exposição Em 1964 – Arte e Cultura no Ano do Golpe, em cartaz até 23 de novembro no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, propõe uma imersão nesse período da história do Brasil. A mostra, parte da programação anual do instituto, discute, por meio de obras marcantes da literatura, da fotografia, da música e do cinema, os 50 anos do golpe que instalou a ditadura no país e seus efeitos na produção artística e intelectual.
Estarão expostas fotografias que o cineasta Jorge Bodanzky fez em Brasília no momento do golpe; imagens da vida cotidiana feitas por Chico Albuquerque e Henri Ballot; e um ensaio que Maureen Bisilliat fez sobre Iemanjá. O destaque da área de fotografia fica por conta da Caravana Farkas, projeto em que Thomas Farkas reuniu jovens cineastas para documentar a cultura brasileira na década de 1960. Fotos de bastidores e o documentário Viramundo, de Geraldo Sarno, também serão exibidos.
O público vai conferir músicas de Tom Jobim, Baden Powell, Nara Leão, Radamés Gnattali e conhecer os originais dos livros A Paixão Segundo G.H. e A Legião Estrangeira, de Clarice Lispector, além das capas da revista PifPaf, de Millôr Fernandes, entrevistas e shows. De terça a domingo, das 11h às 20h. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Programação completa em www.em1964.com.br
Descobertas
Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego em busca de sua independência. Ele quer se libertar da supervisão permanente dos pais, quer fazer intercâmbio e quer, enfim, se descobrir. Mas sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), só quer continuar ao seu lado, ditando a lição que o professor passa na lousa e levando o garoto para casa. Mas a chegada de um novo aluno na classe muda definitivamente a vida deles. Gabriel (Fabio Audi), chama a atenção de Léo de uma forma diferente. A história do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, que acaba de ser premiado no Festival de Berlim, encanta pela simplicidade e delicadeza que trata sobre a descoberta da sexualidade nesta fase tão conturbada da vida. A obra, ingênua na medida certa, não explora o sexo, mas os conflitos comuns a essa fase. O diretor Daniel Ribeiro também fez os roteiros e dirigiu os curtas Café com Leite(2008) e Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010), além criar, em 2011, o Projeto Eu Sou Gay, contra atos homofóbicos ocorridos no início daquele ano. O longa estreia em abril.
Efervescência musical
Objetivo: salvar o mundo
fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/93/arte-e-cultura-no-ano-golpe-no-instituo-moreira-salles-do-rj-9114.html
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